Bem-vindo à equipe da
UPA Alto da Ponte.
Este material reúne as orientações essenciais para o início das suas atividades na unidade: do cadastro e da escala aos fluxos assistenciais, protocolos gerenciados e canais de comunicação. A leitura integral é recomendada antes do primeiro plantão.
A instituição
CEJAM e VISIO Serviços MédicosCEJAM — Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim
O Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” (CEJAM) é a Organização Social mantenedora da UPA Alto da Ponte. Trata-se de entidade sem fins lucrativos, fundada em 20 de maio de 1991 por um grupo de médicos, advogados e profissionais de saúde do Hospital Pérola Byington. O nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra, um dos fundadores e primeiro Diretor Clínico daquele hospital.
Sob o lema “Prevenir é Viver com Qualidade”, o CEJAM atua por meio de contratos de gestão e convênios com o Poder Público e mantém atualmente mais de 120 serviços e programas de saúde nos municípios de São Paulo, Mogi das Cruzes, Rio de Janeiro, Peruíbe, Cajamar e Campinas, em apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS).
VISIO Serviços Médicos
A VISIO é a empresa responsável pela terceirização e pela gestão das equipes médicas em ambiente hospitalar e ambulatorial, contratada pelo CEJAM para o gerenciamento da equipe médica da unidade. Atua há mais de uma década na gestão de recursos de instituições de saúde, com foco na qualidade assistencial.
Cadastro
Etapas para o início dos atendimentosTodo médico deve concluir o processo de cadastro antes de iniciar os atendimentos na unidade. As etapas são as seguintes:
- Envio de documentação à empresa médica contratada (VISIO) e à Administração da UPA Alto da Ponte.
- Capacitação no sistema PEP (SALUTEM), agendada com o técnico de informática da unidade, com apoio de treinamento on-line.
- Entrevista com a Coordenação Médica, mediante apresentação de currículo resumido.
- Inclusão nos grupos de plantão e no aplicativo “Pega Plantão” após a análise do cadastro.
Entrada e saída dos plantões
O horário de cada plantão deve ser rigorosamente respeitado, com chegada pontual à unidade. O registro de entrada e de saída é realizado por meio de check-in e check-out no aplicativo “Pega Plantão”, conforme designado. Atrasos não são tolerados, em respeito ao colega plantonista que aguarda a rendição e para que não haja descontinuidade da assistência médica na porta da unidade.
Escala médica
Cobertura diária por turno · clínica médica e pediatriaA composição da escala e eventuais trocas de plantão são realizadas pelo aplicativo, onde também estão disponíveis os nomes dos médicos de cada turno. A régua abaixo apresenta a cobertura ao longo das 24 horas.
Fluxo de atendimento
A unidade trabalha com o Prontuário Eletrônico do Paciente — PEP (SALUTEM), de modo que todas as informações seguem os requisitos de segurança da informação e proteção de dados (LGPD). O acesso é feito com login e senha individuais, fornecidos pela Administração após o cadastro.
O atendimento segue a classificação de risco (PNH) realizada pela equipe de enfermagem, cujos critérios de prioridade devem ser respeitados. O paciente é acionado pelo médico no sistema e orientado, via painel da recepção, sobre o consultório ao qual deve se dirigir, com apoio do controlador de acesso.
Consultórios · Clínica médica
Consultórios · Pediatria
Funções do médico
Porta, Chefe de Plantão e DiaristaMédico da Porta
Realiza os atendimentos por demanda, com fichas abertas na recepção e triadas pela enfermagem segundo o protocolo PNH. Todo paciente com necessidade de leito de observação ou de emergência deve ter o caso inicialmente conduzido — com solicitação de exames e prescrição pertinente — e, em seguida, repassado obrigatoriamente ao Chefe de Plantão, que assume o caso no novo setor. A internação ou observação deve registrar anamnese, hipótese diagnóstica, estado físico de admissão e atual, descrição de conduta e prescrição sintomática. Na pediatria, o médico da porta conduz integralmente os casos.
Médico Chefe de Plantão CP
Responsável pela avaliação de todos os pacientes do setor de emergência (salas amarela e vermelha): evolução, prescrição, solicitação de exames e pedido de vaga. Deve deixar sempre a solicitação de rotina dos pacientes observados às 17h e às 5h, para que o colega seguinte evolua o caso com novos resultados. Realiza ainda o direcionamento dos pacientes trazidos pelo SAMU e procedimentos como sutura, bloqueio de campo, drenagem de abscesso e paracentese abdominal.
A passagem de plantão ocorre a cada 12 horas, médico a médico, entre os Chefes de Plantão, com o censo registrado por meio do aplicativo PEGASUS (pegasus.exmedapp.com) e divulgação no grupo de WhatsApp dos CP.
Médico Diarista Visitador
Responsável pela avaliação dos pacientes do setor de Observação da Clínica, no período das 07h às 13h: evolução, prescrição, solicitação de exames e de vaga. Deve comunicar ao Chefe de Plantão sempre que houver necessidade de redirecionar paciente para a sala amarela ou vermelha e, ao término do plantão, repassar a situação dos pacientes observados — disponibilidade de leitos, prognósticos, condutas, planos terapêuticos, transferências e altas.
Metas de segurança do paciente
Conhecimento obrigatório das 6 metas institucionaisPreenchimento de prontuário
Toda avaliação médica exige registro no PEP, tanto para identificação do atendimento quanto para respaldo do profissional. A UPA realiza atendimentos de urgência e emergência, direcionados à queixa principal aguda; questionamentos secundários, crônicos e próprios da atenção primária devem ser orientados e, quando necessário, encaminhados à UBS para investigação e seguimento na referência.
A anamnese deve ser orientada à queixa aguda e conter, de forma objetiva, os seguintes elementos:
Desfechos e solicitação de transferência
Concluído o primeiro atendimento, o paciente pode seguir para alta médica, solicitação de exames e/ou medicações, solicitação de transferência ou encaminhamento para observação ou sala de emergência. O encaminhamento a um leito exige passagem obrigatória do caso ao Chefe de Plantão, que assume a condução.
Documentação para transferência
O paciente com necessidade de avaliação ou exame complementar de urgência para diagnóstico deve ter registrados a anamnese justificando a solicitação, a prescrição pertinente, o documento de solicitação de transferência, o documento de solicitação de ambulância (básica ou avançada) e o teste de COVID. O caso é então repassado, de forma obrigatória, ao Chefe de Plantão, que assume eventuais intercorrências.
Referências de transferência
Dimensionamento de leitos
20 leitos distribuídos entre observação e emergênciaObservação
Emergência
Código Azul e Código Amarelo
Nomenclatura institucional para resposta organizada a urgênciasCódigo Azul PCR
Acionado quando um paciente entra em parada cardiorrespiratória. As manobras de reanimação são iniciadas imediatamente, com apoio da equipe de emergência. A conduta varia conforme o setor — recepção, hipodermia, observação ou emergência —, com massagem cardíaca ininterrupta e seguimento em leito de emergência sob cuidados da equipe responsável.
Código Amarelo Deterioração
Acionado pela equipe de enfermagem ao reconhecer mudanças agudas nos parâmetros vitais do paciente (deterioração clínica), em qualquer setor. O objetivo é reduzir o número de paradas cardiorrespiratórias e, com isso, diminuir a mortalidade na unidade.
Protocolos gerenciados
Conteúdo completo disponível na pasta compartilhada da unidadeSão protocolos cujo gerenciamento de dados é obrigatório, com avaliação rigorosa dos tempos entre cada etapa do atendimento. O conhecimento de todos os protocolos institucionais é obrigatório para a equipe médica.
SCA Síndrome Coronariana Aguda +
O eletrocardiograma é realizado preferencialmente pelo ECG do HCOR, laudado por especialista. Diante de supradesnivelamento do segmento ST, o paciente é direcionado à emergência e o caso passado ao Chefe de Plantão, que segue com avaliação da hemodinâmica via JOIN/SPRINT e posterior decisão por cateterismo ou trombólise. A estratificação de risco é feita pelo HEART Score.
Medicações padronizadas (1 a 6), observadas as contraindicações:
Investigação laboratorial: hemograma, ureia, creatinina, sódio, potássio, magnésio, TAP, TTPa, INR, PCR e RX de tórax, além de marcadores de necrose miocárdica (troponina, CPK total e CK-MB).
SEPSE Sepse +
Pacientes com sinais de SIRS e/ou disfunção orgânica são triados como vermelho, levados à emergência e avaliados pelo Chefe de Plantão. Confirmado o caso, inicia-se o pacote da primeira hora, com antibiótico em dose de ataque, coleta do Kit Sepse, hidratação conforme necessidade e controle das demais disfunções.
O paciente é reavaliado na segunda hora, com resultados de exames, podendo o quadro ser confirmado, indefinido ou descartado; quando confirmado, solicita-se vaga na referência. Persistindo indefinição ou ausência de aceite de vaga, nova reavaliação ocorre na sexta hora para definição da conduta e do desfecho.
AVE Acidente Vascular Encefálico +
A triagem aplica obrigatoriamente a escala de Cincinnati. Diante de sinal positivo identificado em consultório, o protocolo é aberto pelo médico, que determina o delta de tempo. Paciente com Cincinnati positivo e sintomas dentro do delta constitui urgência, com solicitação de vaga ZERO e transferência para estudo de neuroimagem.
A solicitação de vaga é formalizada por relatório no prontuário eletrônico, sinalizado ao enfermeiro responsável da emergência; concomitantemente, o médico emergencista realiza contato telefônico direto com o Hospital Municipal para discussão do caso e aceite imediato (delta inferior a 3 horas do início dos sintomas). Pacientes com Cincinnati positivo fora do delta seguem a rotina de transferência para neuroimagem.
TRAUMA Politrauma +
Como unidade de porta aberta, recebe traumas de qualquer complexidade. Não sendo referência, o objetivo é determinar a complexidade do caso, definir a conduta de forma breve e solicitar a transferência precocemente, quando necessário, sempre seguindo o protocolo e o mnemônico XABCDE.
Pacientes vítimas de politrauma com vaga aceita para o box de trauma e/ou com suspeita de lesão cervical devem ser imobilizados com colar cervical e prancha rígida e acomodados em leito de emergência. Toda solicitação de transferência e as condutas adotadas são de responsabilidade do médico atendente.
Comissões
CVO
Comissão de Verificação de Óbitos. Analisa mensalmente todos os óbitos da unidade, o preenchimento do PEP e o correto preenchimento da Declaração de Óbito.
CARP
Comissão de Avaliação e Revisão de Prontuários. Avalia mensalmente 40 prontuários quanto a anamnese, conduta, exames, desfecho e seguimento dos protocolos.
CEM
Comissão de Ética Médica. Avalia casos éticos conforme demanda, com apoio do sistema de relatos MedicSys e planos de ação registrados em ata.
Canais de comunicação
MedicSys
Ferramenta para notificação de quebras de processo, incidentes e eventos adversos. Acesso por QR Code na unidade ou em cejam.medicsys.com.br.
Ouvidoria
Canal para reclamações, solicitações, sugestões e elogios, em compromisso com a humanização e a melhoria contínua dos serviços.
Sensus
Canal de denúncias de desvios de conduta ética, como descumprimento de políticas, assédio, fraude e uso indevido de informações ou recursos.
Serviço social e Sala do Afeto
Serviço social
A unidade conta com apoio do serviço social para as diversas demandas da equipe. Os casos devem ser encaminhados ao serviço social de segunda a sexta-feira e à enfermeira responsável do plantão aos sábados e domingos. No período noturno, os casos ficam registrados para prosseguimento posterior. O encaminhamento deve seguir o formato: nome e idade (em siglas), número da ficha de atendimento, data do atendimento, descrição do caso e motivo da necessidade assistencial.
Sala do Afeto Sala Azul · nº 15
Espaço destinado ao atendimento de pacientes com Transtorno do Espectro Autista (TEA), com o propósito de padronizar práticas, promover a humanização e respeitar as particularidades de cada paciente, facilitando a integração entre equipe multidisciplinar, familiares e pacientes. O DSM-5 classifica o TEA em três níveis de suporte, que orientam a necessidade de assistência; trata-se, contudo, de um espectro, cujas características podem se sobrepor ou variar ao longo do tempo.